MANUSCRITOS GREGO: PAPIRO
Nos primeiros tempos da era cristã, os textos do Novo Testamento e toda a literatura daquele tempo foram escritos em folhas de papiro. Esse material de escrita era feito no Egito, a partir do papiro, que crescia em grande quantidade no delta do rio Nilo. A produção era em escala industrial. O caule grosso da planta de papiro, que chega à altura de seis metros, era cortado em pedaços e cada pedaço era, então, fatiado em tiras bem finas, no sentido longitudinal. As tiras eram colocadas umas ao lado das outras, assim que as fibras corriam na mesma direção, e sobre esta camada era colocada uma segunda, em sentido contrário. Com o acréscimo de água, as duas camadas eram prensadas e alisadas. Por fim, as pontas que estavam sobrando eram cortadas, até se conseguir uma folha de papiro no formado desejado. Ela não tinha essa coloração que vai do marrom ao marrom escuro que estamos acostumados a ver nas folhas de papiro que se encontram em museus, mas ficava entre o cinza claro e o amarelo claro. A coloração escura se deve ao longo tempo que esses papiros ficaram soterrados nas areias do Egito. Também não era tão quebradiço como os papiros preservados em museus dão a entender, mas era bem maleável, tanto assim que se podia colar uma folha de papiro na outra, até formar um rolo de uns 10 metros de cumprimento. Esses rolos recebiam escrita e eram mantidos e utilizados em bibliotecas ao logo de décadas. As folhas eram coladas umas nas outras de tal forma que as fibras corria no sentido horizontal na parte interna sobre a qual se escrevia e no sentido vertical na parte externa do rolo, que normalmente ficava em branco.
Toda a literatura da quela época foi escrita em rolos, inclusive a dos judeus. A única diferença é que estes usaram couro como material de escrita para suas Escrituras Sagradas. Os cristãos se utilizaram, para seus escritos, desde o início, ao que tudo indica, não de rolos, mas de códice.

Códice Sinaítico
Adquiriam um maço de folhas de papiro e dobravam cada folha ao meio. Isso tinha uma série de desvantagens. Cada folha era, agora, escrita dos dois lados, ou seja, não apenas do lado em que as fibras corriam no sentido horizontal onde era mais fácil de escrever, mas também do lado em que as fibras corriam no sentido vertical onde era mais difícil de escrever. Além disso, era necessário calcular com exatidão o número de folhas que seriam necessárias, o mais tardar quando se chegava à metade do texto que se estava redigindo ou copiando. Tudo indica que, depois disto, as folhas eram colocadas umas dentro das outras, formando um único livro.

